Meu Diário | Dia 7: QUANDO O PLANEJAMENTO NÃO É CUMPRIDO

Ah, os planos. Tão bom quando conseguimos segui-los e tudo sai conforme o roteiro, né? Mas e nos dias em que já começamos quebrando alguns aspectos do nosso planejamento? Foi isso que aconteceu comigo hoje, e quero compartilhar com vocês como lidei com esses imprevistos na minha tão bem planejada rotina.

andréia janecek

Vou relatar para vocês como foi a minha manhã, pois foi nesse período do dia que todas as quebras da rotina aconteceram e, consequentemente, foi nesse período do dia que tive que lidar da melhor forma com os imprevistos.

 

8:00 da manhã


Faz quase uma semana que inseri na minha rotina o hábito de acordar cedinho e curtir a casa silenciosa enquanto escrevo e tomo um cafezinho preto. E tudo estava correndo maravilhosamente bem! Ah, como é fácil criar um novo hábito. Como é fácil simplesmente tomar uma decisão e começar a acordar mais cedo naturalmente. Pois é. Era exatamente isso que eu pensava até ontem! haha! Doce ilusão...

Hoje, a querida imprevisibilidade da vida deu as caras e, como eu bem sei, esses imprevistos não são apenas naturais, como esperados.

Tudo começou de madrugada. Minha pequena, depois de alguns dias dormindo a noite toda, me acordou e pediu para ficar conosco na cama. Não vi que horas eram pois, como vocês já sabem, meu celular fica fora de alcance lá na sala, mas acredito que não deveriam ser mais do que duas ou três da manhã. Bem, a Alice se acomodou nos meus braços de um jeito tão aconchegante que, quando o dia já estava claro e eu finamente abri os olhos, estávamos as duas na mesma posição. Meu marido me disse as horas, quase oito da manhã, e eu senti uma leve pontada de frustração. Puxa, então não foi tão fácil e natural assim criar o novo hábito.

O desapontamento, porém, durou pouco. Bastou a minha filha abrir os olhinhos e me dar uma abraço de bom dia para que eu percebesse o lado bom da situação :) Ela, que costuma acordar sete ou sete e meia, deve ter se sentido, assim como eu, tão aconchegada ao meu lado, que embalou no sono até mais tarde. Isso significou que o café da manhã também sairia depois do horário habitual.

Naquela mesma hora tomei a decisão de não apressar as coisa: não havia nenhum compromisso com hora marcada pela manhã, portanto não haveria problema em comermos um pouco mais tarde.

 

9:00


Como sempre, preparamos a nossa primeira refeição do dia conversando e ouvindo música.

Depois do café, deixei a Alice lendo gibis, e meu marido e eu arrumamos as coisas em casa.

Eu leio os gibis da Turma da Mônica e da Luluzinha desde bem pequena. Depois, ainda criança, mas um pouco mais velha, li também toda a coleção do Asterix e do Tintim do meu pai. Ou seja: amo gibis, amo histórias em quadrinhos. Me lembro da minha felicidade em ir à banca do Seu Valdir (por onde ele andará hoje em dia?) para comprar os gibizinhos do mês. Como eu amava!


Quero lhes contar mais duas memórias afetivas que tenho em relação às revistinhas, e as duas têm a ver com o meu pai. A primeira é de uma tarde, quando meu pai foi me buscar na escola e precisava passar no banco. Naquela época, banco era um lugar de filas, de espera e de demora, ou seja, chatíssimo até não poder mais, especialmente para uma criança. Mas meu pai havia comprado um gibi novo da Magali, e eu fiquei lendo tranquilamente sem nem ver o tempo passar. Até hoje me lembro (e vez ou outra releio) de qual história abria o gibi: Os Adolescentes. É uma historinha bem divertida em que a turminha vira adolescente da noite para o dia. O segundo causo é de uma vez em que meu pai precisava ir ao mecânico. Eu iria junto, e ele me avisou de que, provavelmente, iria demorar. Eu simplesmente fui até a lavanderia, peguei um saco preto de lixo daqueles enormes e coloquei lá dentro a incrível quantidade de cem gibis! haha!

Claro que não li nem duas revistinhas inteiras, né?

Mas o que eu acho mais legal dessa história toda é que meu pai, mesmo vendo aquela barbaridade, não me deu bronca e não me disse que eu deveria levar apenas um ou dois gibis. Apenas me ajudou a levar o saco para o carro e me deixou ficar sentadinha ali feliz da vida com as minhas preciosas revistinhas! :)


Mas vamos voltar ao meu dia de hoje e seus imprevistos!

Para não atrasar o almoço, deixei de fazer alguns pequenos afazeres não essenciais, e fiz isso com tranquilidade e sem o sentimento de culpa. (Mas calma! Ainda nessa manhã, a culpa vem, minha gente! Já, já lhes conto!)

 

10:30


Hoje eu precisava responder uma mensagem de trabalho lá no Instagram.

Se você está acompanhando todos os meus dias aqui no meu diário on-line de julho, sabe que eu tomei a importante decisão de não usar mais as redes sociais pela manhã. E eu estou realmente cumprindo isso.

Ou melhor, estava. :( Meu plano era responder a mensagem e fechar o aplicativo. Mas, bem, vi uma coisinha aqui, outra ali, e quando percebi, vários minutos preciosos se foram.


Nessa hora, sim, a culpa e frustração vieram com uma intensidade preocupante.

Eu realmente estava determinada a respeitar essa decisão que, para mim, significa muito. E essa minha falta de força de vontade de simplesmente cumprir o que tinha de fazer e sair do Instagram me deixou chateada.


Nessa hora, eu pensei que tenho duas escolhas:


1. Nutrir o desapontamento e ficar me sentindo uma péssima pessoa por horas a fio.

2. Entender que a vida é assim mesmo, que nem sempre vamos conseguir cumprir tudo aquilo que nos propomos a fazer.


Se eu me decidisse pela primeira opção, provavelmente todos os momentos leves e divertidos que iriam acontecer ao longo do dia não seriam apreciados ou sequer notados por mim.


E, se eu me decidisse pela segunda opção, poderia ficar tranquila para curtir o restante do meu dia, sabendo apenas que preciso me atentar para tentar não deslizar mais nesse aspecto. Como vocês já devem imaginar, escolhi não me culpar e simplesmente tirei do ocorrido uma lição. Falando aqui parece fácil ter tomado essa decisão, mas a verdade é que, na hora em que a frustração bate, nós não queremos sair desse estado depreciativo. Parece que queremos continuar ali, sofrendo e nos culpando, como se não merecêssemos ter um dia gostoso depois de termos feito algo equivocado.


Então, minha querida leitora, eu quero terminar esse post com um recado, um lembrete muito importante:

Você, eu, todas nós merecemos, sim, dias felizes, leves e tranquilos. Se hoje tomamos algumas atitudes que não condizem exatamente com o que queríamos para esse dia, isso não significa que somos incapazes e não-merecedoras. Significa apenas que nós, assim como a vida, somos, por vezes, imprevisíveis. E, o modo como lidamos com essas imprevisibilidades é o que realmente importa.

Espero que minha experiência de hoje possa lhe ajudar caso passe por algo parecido. :) Um beijo para você! Até amanhã!

Inscreva-se e receba inspirações para uma vida mais leve:

Obrigada por se inscrever!

me acompanhe pelo instagram:

  • Instagram Andréia Janecek
  • Podcast Café da Tarde

ARQUIVO DE POSTS