A ARTE DE CUIDAR DAS COISAS

Como ter zelo e cuidado com o nosso lar pode ser uma fonte de alegria e paz.

pequenos reparos no lar

O post de hoje é especial: meu marido, Marcelo Rodrigues, compartilha um pouco de onde vem o seu gosto por cuidar, com carinho, da nossa casa.

 

Desde muito garoto acompanhei meu avô nas suas tardes de aposentado, na varanda que dava para o quintal, onde havia uma mesa e duas cadeiras: nosso local de “trabalho”.


Dali surgiam não só eletrodomésticos ou objetos variados - ligáveis ou não na tomada - devidamente consertados, como também alguns brinquedos criados de pedaços de madeira, lata, plásticos, tudo que estivesse ao alcance e pudesse colaborar na construção de um trenzinho, avião, carro.

Mas a questão era, quebrou algo? Lá íamos nós para a mesa, com a inesquecível caixa de ferramentas e com objeto quebrado, ou então até o local onde estava o problema, fosse encanamento, parte elétrica, qualquer coisa de um mundo analógico, com soluções simples e práticas, que podíamos abrir, desmontar, trocar, consertar, adaptar e que, no final, estava novamente funcional: para alegria da minha avó e mãe.


Fui aprendendo...meu avô sempre me falava:

_ Quando tiver de chamar alguém para consertar algo que a gente não consiga, fique junto, pergunte tudo que tiver vontade ou dúvida porque quem conserta as coisas adora crianças curiosas e vão te ensinar. Da próxima vez que der problemas, pode ser que você consiga arrumar.


Grande ensinamento, levei para a vida.


Seus ensinamentos sempre passavam por dois pilares, um deles era um mantra que dizia “sempre use a ferramenta certa, com isso não se deve inventar moda”.


O outro era fazer as coisas com capricho, sempre com calma e atento aos detalhes, trabalhando com qualidade e, de preferência, “dar um reforço para ficar ainda melhor do que antes de quebrar”.

ferramentas para cuidar da casa

Até hoje conserto praticamente tudo em casa, tenho caixas com pedaços de qualquer coisa que minha percepção fale: algum dia isso pode ter uso!


Tenho aqui muitas das ferramentas do meu avô, que me lembram dos seus preciosos conselhos.


Lembro-me de que uma vez, a vizinha da minha avó estava reclamando que tinha pagado caro para arrumar algo. Peguei de ouvido a conversa e escutei a minha avó responder:

_ O Marcelo arruma tudo para mim. O Alfredo o ensinou!

A vizinha respondeu:

_ Você tem sorte!


Eu sorri e pensei: sorte tenho eu!

E saí para jogar bola!

 

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